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CPI da saúde: Wilker Barreto denuncia esquema de contratos bilionários e irregularidades no Amazonas; entenda

Organizações sociais da saúde estariam atuando há anos sem habilitação legal e com ausência de transparência em contratos bilionários

TUDO AMAZÔNIA
Por TUDO AMAZÔNIA
CPI da saúde: Wilker Barreto denuncia esquema de contratos bilionários e irregularidades no Amazonas; entenda
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Em entrevista ao programa Povo na TV, da TV Norte Amazonas, nesta quarta-feira (6), o deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de organizações sociais de saúde (OS) que administram hospitais públicos no Amazonas.

Segundo o parlamentar, contratos que somam bilhões de reais apresentam sérias falhas de transparência e ilegalidade.

O que está por trás da denúncia?

Durante a entrevista, Wilker destacou que empresas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) e a organização AG – responsáveis pela gestão de hospitais como o Hospital Delphina Aziz e o 28 de Agosto – não aparecem no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), mesmo sendo financiadas com recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

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“Quem recebe dinheiro público precisa estar registrado no CNES. O INDSH administra o Delfina há sete anos e sequer aparece. Isso é falta de transparência”, afirmou.

Além disso, o deputado denunciou que o contrato da OS para administrar o Hospital Platão Araújo, no valor de R$ 1,2 bilhão por cinco anos, foi assinado antes mesmo de a entidade estar devidamente habilitada – o que, segundo ele, fere a legislação estadual.

Ausência de dados e silêncio da Secretaria de Saúde

De acordo com Barreto, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) não vem alimentando os sistemas federais com informações básicas sobre os contratos firmados com as OS, o que impede o controle social e institucional sobre os recursos aplicados.

“A Secretaria prometeu em 2024 trazer os dados à Assembleia, mas até agora não encaminhou nada. Sequer alimenta o portal federal”, criticou.

O parlamentar afirmou ter acionado o Ministério Público Federal (MPF) para apurar o possível crime de improbidade administrativa.

Ele também afirmou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) já apontou irregularidades graves em outros contratos, como transplantes pagos e não realizados, que resultaram em uma recomendação de devolução de quase R$ 10 milhões aos cofres públicos.

CPI da saúde: oito assinaturas e uma corrida contra o tempo

A proposta de abertura da CPI precisa de, no mínimo, oito assinaturas para ser instaurada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Wilker já conseguiu duas assinaturas (dele próprio e do deputado Dan Câmara) e está em busca do apoio dos demais parlamentares.

“Temos elementos de sobra para justificar essa investigação. A população merece saber como esses contratos estão sendo feitos”, declarou.

Segundo o deputado, ele vai encaminhar um resumo das denúncias aos demais deputados para convencê-los da necessidade da CPI.

Ele ainda mencionou que já acionou a Justiça com uma ação popular para anular o contrato do Platão Araújo, além de lembrar que o TCE concedeu liminar suspensiva ao processo — embora ela tenha sido derrubada posteriormente pela Justiça.

Histórico nacional de irregularidades e a situação no Amazonas

Ao longo da entrevista, Wilker Barreto comparou a situação do Amazonas com escândalos semelhantes em outros estados do país. Ele classificou a atuação das OS como um “câncer silencioso” no sistema de saúde pública.

“É só pesquisar: OS da saúde e corrupção. Explode em qualquer lugar. Aqui, não é diferente. O povo precisa saber para onde está indo o dinheiro do SUS”, reforçou.

O parlamentar encerrou a entrevista fazendo um apelo direto aos colegas deputados e ao Poder Judiciário para uma CPI da saúde.

“Não investigar isso é ser cúmplice. Temos provas, documentos, contratos e denúncias já reconhecidas pelo TCE. O povo do Amazonas não pode continuar refém de uma saúde precária sustentada por contratos bilionários.”
FONTE/CRÉDITOS: Mafê Santana PORTAL NORTE
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HENRIQUE FERRAZ

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