Apelidada de Rodovia Fantasma, a BR-319 liga Manaus, no Amazonas, à capital de Rondônia, Porto Velho. É a única ligação terrestre entre os mais de dois milhões de habitantes da capital amazonense e o resto do país.
A pavimentação da rodovia é uma demanda recorrente da população e também de autoridades, que levam o debate ao Congresso Nacional.
Na última semana, o senador Omar Aziz (PSD-AM) fez duras críticas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao defender o asfaltamento da Rodovia.
“Queremos, sim, a BR-319 para passear, ministra. A senhora passeia hoje na Avenida Paulista. Nós queremos passear na 319”, afirmou Aziz.
Nas redes sociais, as manifestações não são diferentes. O perfil @AmazoniaAzulBR no X, antigo Twitter, lembrou de uma postagem que a ministra fez, falando que as obras na BR-319 ligariam “lé com cré”.
O perfil reagiu e disse que a ligação é de vidas, oportunidades e cidadania, pedindo por respeito. “O povo do Norte tem sido sistematicamente desrespeitado, com os seus direitos básicos de mobilidade ignorados”, afirmou.
Interrompimentos
No último dia 3 de junho, o tráfego de veículos foi totalmente interditado, após o rompimento de um cabo em uma balsa que faz a travessia sobre o rio Autaz Mirim, no km 25 da rodovia.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o incidente acabou provocado por um caminhão de carga pesada que forçou a subida na embarcação, fazendo o cabo de sustentação se romper.
No X, um outro internauta disse: “todas as lideranças Políticas do Amazonas pedem o Asfalto na Br-319 Promessa de fazer pelo # Lula#que não sai do papel e fica só no palanque!!!”.
O senador Plínio Valério (PSDB-AM), que entrou em embate recente com Marina Silva, expressa: “não temos estrada. Pelo rio, é caro e demorado. Pelo ar, é inalcançável. Temos direito. Não é a solução de tudo, mas é o começo de um resgate de cidadania!”.
Nesta sexta-feira (6), a travessia foi liberada para o tráfego de veículos leves.

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