AMAZONAS (AM) – “O que era doce se acabou”, é que o governador e e o ex-governador Roberto Cidade (UNIÃO BRASIL) e Wilson Lima (UNIÃO BRASIL) foram recebido na tarde desta quarta-feira (24), na cidade de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus, com vaias e protestos por funcionários públicos enquanto desfilavam em carro aberto.
GOVERNADOR DO AM SOB A IRA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
A principal manifestação, segundo fontes credenciadas com direito a material divulgado nas redes sociais e outras plataformas digitais, em desaprovação à conduta dos dois políticos amazonenses à frente do Governo do Estado, foi liderada por profissionais de saúde do Hospital Regional do município.
O quê da questão, conforme o comando do movimento, tem a haver com atrasos nos repasses dos recursos para a manutenção da estrutura hospitalar depois da repactuação do trato com a saúde sob a responsabilidade do Estado. “Só Lábrea, não recebe os recursos previstos em Lei por quatro longos meses”, o que poderá engessar, mais uma vez, o atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprometer salários dos funcionários, do corpo clínico e dos especialistas.
Funcionários do Hospital Regional de Lábrea denunciam atraso de 4 meses nos repasses dos recursos prometidos pelo governador tampão, ROBERTO CIDADE (União Brasil)
Em 26 de maio, o governador tampão Roberto Cidade – que é candidato à reeleição – anunciou repasse integral em investimento histórico de R$ 160 milhões, ao longo de 2026, para todos os municípios. Em solenidade na Assembleia Legislativa, ainda no exercício da Presidência, ela firmou em meio a prefeitos e deputados presentes, que “seria tudo pra já”.
Época em que Wilson Lima e Roberto Cidade estavam no poder. O ex-governador também é acusado de protagonizar crises na saúde do Amazonas. Funcionários do HRLábrea temem "novo engessamento da estrutura de saúde e atendimento aos usuários do SUS, em Lábrea". Crise a vista e possíveis demissões. Será?
No cargo de governador tampão, reiterou que “o dinheiro seria para ampliar e qualificar a assistência em saúde nos 61 municípios amazonenses. “Não foi isso que aconteceu”, denunciaram os manifestantes que expressaram seu descontentamento com a falta da palavra não cumprida do agora, candidato que pleiteia a reeleição ao lado do ex-governador Wilson Lima.
Mais protestos durante a peregrinação de ROBERTO CIDADE. O governador pode ter colocado, sem precedentes, em risco a própria reeleicao e do seu maior patrocinador, Wilson Lima - já denunciado durante as crises no Hospital Regional de Lábrea.
Lábrea, nesse meio tempo, vem amargando sérios prejuízos na oferta de serviços obrigatórios previstos na Constituição e no próprio Decreto governamental que consolidou essa garantia de repasse financeiro com “data previamente marcada” aos prefeitos dos 61 municípios durante o exercício fiscal de 2026”.
Em sendo recursos constitucionais previstos no Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), destinados ao fortalecimento da saúde pública nos 61 municípios do interior do Estado, a transferência faz parte de um investimento total de R$ 160 milhões pelo Governo do Amazonas ao longo de 2026. Nesta etapa, seriam repassados R$ 53,3 milhões às prefeituras municipais para reforçar os serviços de assistência e ampliar a capacidade de atendimento à população.
Motoqueiros "orquestrados" que ganham combustíveis, também, de outros candidatos, ROBERTO CIDADE não foi "só paz e amor". Recebeu protestos contra sua presença na cidade por não cumprir a palavra sobre a liberação de recursos da saúde para custeio da estrutura do hospital.
- Nada disso aconteceu, até agora, e os dois mandatários tiveram o desplante de vir pedir votos à população e a candidatos que nunca fizeram nada pelo município de Lábrea, o desabafo é de ex-funcionários que levaram calotes das terceirizadas no Governo Wilson Lima.
PREFEITURA SEGURANDO AS PONTAS – Na iminência de que o caos na saúde e na prestação de serviços do Hospital Regional seja retomado e sua estrutura abalada como ocorreu em oito anos de Gean Campos de Barros (MDB), município, na Gestão atual, “vem conseguindo manter o funcionamento da unidade, apesar do sacrifício de outras fontes de investimentos para não deixar os usuários do SUS a ver navios”, diz fonte.
Por outro lado, segundo o comando de representantes dos profissionais de saúde, “se o repasse não chegar a tempo da crise ser estancada com o dinheiro prometido por Roberto Cidade, o município não terá condições de manter os empregos, adquirir remédios e pagar fornecedores e tampouco, segurar os médicos especialistas e sem chances, a população pagará a conta que nunca foi dela”, acrescentaram os manifestantes enraivecidos.
ABISMO REGIONAL – Em toda a história da saúde de Lábrea, até 2024, a população local foi obrigada a, praticamente, implorar para ser atendida. Segundo ex-funcionários, “quem recebia atendimento VIP era o pessoal mais chegado a vereadores, ex-secretários, ao ex-chefe de Gabinete que, por sua vez, “até para recebermos os pagamentos pelos serviços de varrição das ruas havia senha e limitada”, conta pioneiro da área.
No período de oito anos, praticamente, a população “comeu o pão que o diabo amassou”. Agora, outra vez, os funcionários do Hospital Regional “veem o sinal dado pelo fantasma que habitou, supostamente, habitou na Casa Branca da Avenida Getúlio Vargas, no centro da cidade de Lábrea, onde eram decididos os destinos daqueles que mais precisaram do poder público por perto”.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS – Um dos aliados do governador tampão Roberto Cidade, praticamente, sem conhecimento de causa, fora da multidão de pessoas que se juntaram à beira das principais ruas e esquinas tentaram justificar, anonimamente: “Os repasses foram estabelecidos em quatro partes”. Lábrea, provavelmente seja contemplada até a semana que vem, já que a liberação desses recursos obedece a um calendário. Porém, a fonte não disse quem o havia passado essa informação.
Depois das manifestações contra os dois candidatos, a maioria disse temer possíveis retaliações. Mas ninguém admitiu patrocinar qualquer acirramento nas relações com o Governo. A justifica é de que “os protestos foram pacíficos e tinham o objetivo de chamar a atenção governador e das autoridades para os problemas da saúde no Governo Roberto Cidade”.
O QUE DIZ O GOVERNO – Contato da Reportagem com interlocutor que faria parte da comitiva do Governador, foi informado que a Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM) ou da Casa Civil do Governo, na Capital Manaus, “não emitiria nenhuma nota a respeito do atraso nos repasses dos recursos da saúde”.
Segundo a fonte extraoficial, a exemplo de o todo o país, “em cumprimento a Lei n. 9.504/97, o conteúdo dos sites dos órgãos de comunicação da administração pública direta e indireta do Poder Executivo Estadual está, durante todo o período eleitoral, restrito a informações sobre prestação de serviços ao cidadão e à Lei de Acesso à Informação”.

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