MAMORIA GRANDE (SUL DE LABREA) - O indígena isolado identificado como sendo originário do Povo Hi MERIMA retornou de forma inesperada a floresta após ter sido contatado por equipe da Coordenadoria Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI-AM).
O indivíduo foi encontrado na última quarta-feira, 12, numa zona de mata fechada localizada nas cercanias da Comunidade Bela Rosa, na região do Médio Rio Purus, município de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus e a cerca de 3,5 h de embarcação desta cidade.
Olha ai gente o que apareceu na comunidade Bela Rosa
De acordo com o ribeirinho de prenome "AGENOR", "eu estava me banhando num lago próximo quando ouvi sussurros de uma voz estranha a nossa". Imediatamente, por trás das folhagens, um indígena se aproximou.
Moradores da Comunidade Bela Rosa acolheram o indígenas em suas casas
No breve contato de sinais, "o Hi MERIMA deu a entender que teria vindo em busca de ajuda para alguém". O indígena foi levado a casa do morador.
No local, o indígena foi reconhecido como originário do tronco linguístico HI MERIMA e identificado, a olho nu, como um indivíduo de aldeias isoladas, acrescentou o ribeirinho.
Ninguém entendia o que o HI MERIMA queria dizer.
Depois de muitas tentativas para saberem o que, verdadeiramente, o indivíduo queria, moradores antigos conseguiram identificar um dos sinais que parecia levar a um pedido de ajuda para quem havia sido picado de cobra de onde vieram.
Após isso, o indígena ficou impressionado com "as chamas de fogo produzidas por um isqueiro". No local, o fogo para cozinhar alimentos prendeu a sua atenção.

Os moradores tentaram ensiná-lo a manipular o referido isqueiro. Inclusive adolescentes e os mais antigos. "Não obtiveram resultados na curta experiência que tivemos", informou AGENOR a parentes da cidade de Lábrea o vídeo e os contatos com o indígena começaram a viralizar.
Informados pelos achados do indígena do Povo HI MERIMA que "varou na Comunidade Bela Rosa", equipes da CR FUNAI de Lábrea acantonados na Base Etno Ambiental localizada no Rio MAMORIA GRANDE. Lá, mantiveram contato e conduziram o indígena a unidade.
Concluído o contato, depois de dois dias, segundo, moradores da região, "o HI MERIMA se embrenhou na mata fechada e sumiu como veio a Bela Rosa".
O Povo HI MERIMA teve o seu território demarcado em 2005. Segundo dados extraoficiais, possuem acima de 690 mil ha em um eixo de proteção ambiental, praticamente, inexploráveis. A região é cobiçada por pescadores profissionais, madeireiros e fazendeiros da tripla divisa entre os estados de Rondônia, Acre e o Amazonas, "quase todos tentando ocupa-los de forma ilegal ante a frágil estrutura de proteção aos povos originários da mesorregião amazonense do Iquiri, Ituxi e Médio Rio Purus, revelou experiente indígena da FUNAI com assento numa das Coordenadorias no interior do Estado do Amazonas.
Em Brasília, fontes informaram que a Ministra Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Originários, "ainda não tinha recebido pedido de apoio da Coordenadoria local da FUNAI nem o chefe do Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI), bolsonarista Ami Rachid Said, havia providenciado o envio de soro antiofídico e remédios aos povos da região do Médio Purus e do Rio Itixi.
O DSEI de Lábrea foi contactado, mas, o novo chefe responsável pelo atendimento aos indígenas (isolados ou aldeados), não encontrado no órgão nos três dias da ocorrência.
ULTIMAS NOTICIAS - Fontes acreditados na sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), na cidade de Lábrea, revelaram que "o indígena considerado isolado não teria se adaptado ao ambiente oferecido na base mantida pela FUNAI". Segundo informações, "a equipe da Fundação estaria toda na cidade de Lábrea e só se deslocou a base a dois dias do indígena ter sido encontrado nas cercanias da Comunidade Bela Rosa", acrescentaram as fontes.


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