O clima é de indignação entre os produtores rurais do sul do Amazonas. Ações do Ibama, descritas por agricultores como truculentas e desproporcionais, têm provocado revolta nas comunidades produtivas de Lábrea, Boca do Acre e Pauini. Segundo relatos de lideranças locais, trabalhadores têm sido impedidos de atuar em áreas consolidadas há décadas, com apreensões arbitrárias e perseguições que desrespeitam o esforço daqueles que vivem da terra.
Sem ordem judicial, agentes do IBAMA invertem o papel e tocam o terror contra assentados do INCRA na divisa do Acre e Amazonas. Estariam a serviço de quem? Eis a questão.
Para o consultor rural e ambiental José Omar Nunes, uma das lideranças da região, é preciso que o Estado (União, governo estadual e prefeituras) se unam para ajudar os produtores: “Estamos do lado de quem quer produzir com dignidade. Não vamos aceitar que homens e mulheres do campo, que constroem suas vidas com suor e honestidade, sejam tratados como criminosos por órgãos que atuam com arbitrariedade e sem diálogo”, afirmou José Omar.
Os relatos dão conta de que o Ibama tem invadido propriedades sem apresentar documentação clara ou abrir espaço para defesa por parte dos agricultores. Há registros de apreensões de bens, máquinas e até ameaças a trabalhadores. “Eles não querem saber se é área consolidada, se tem plano de manejo ou licenciamento. Chegam intimidando, destruindo e indo embora, como se estivessem numa operação de guerra”, contou um produtor de Boca do Acre.
José Omar tem liderado articulações para garantir que os direitos dos produtores sejam respeitados. Ele defende a construção de um canal de diálogo entre os órgãos de fiscalização e as comunidades rurais, com base técnica e jurídica. “Queremos regularização, sim. Queremos produzir com responsabilidade ambiental. Mas não aceitamos violência e desinformação”, completou.
Enquanto isso, ICMBIO e IBAMA ignoram caça predatória nas RESEX Ituxi, Iquiri, Curuquete, Médio Rio Purus, FlONA Mapinguari , Bakata-Tufari e nos Campos Amazônicos. Além da Pesca comercial, é extração ilegal de minérios nos rios Mucuim, Assua, Passa e Umari.
Fora das políticas públicas implementadas pelo Governo Federal no campo entre o Amazonas e o Acre, equipes fortemente armadas da Superintendência Estadual do IBAMA acreano "continuam tocando o terror nesta parte das duas divisas entre os dois estados", é o que afirmou, nesta segunda segunda-feira (19(, o consultor João Roberto Soares, 53, ao comentar os atos considerados arbitrários atribuídos aos agentes federais destacados pelo órgão.
"Eles chegam arrombando portas, janelas e depois das ameaças humilham e constrangem as famílias indefesas, diz ele.

No último final de semana, após desclassificar as pessoas afirmando que "aqui, as autoridades somos nos". Vocês são bandidos, invasores e estão ocupando ilegalmente terras da União sem a devida autorização do INCRA do Amazonas, esbravejaram os agentes do IBAMA acriano.

Área do PAE Antimary sempre foi cobiçada pelo agronegócio bovino, madeireiro e de grãos. O INCRA, até aqui, não ofereceu a infraestrutura legal nem retornou a tempo de evitar chacinas previsíveis, como as do Seringal São Lourenço, Igarape do Arara, Curuquete e Iquiri onde "guaxebas" são acusados de se fardarem de uniformes militares. Esses crimes permanecem não investigados, denunciam sobreviventes do "Dia D no Curuquete e Iquiri", no sul de Lábrea. Um dos policiais acusados faleceu nos anos 21-22 de CA, em Lábrea.
Numa das propriedades, um agente foi flagrado arrombando as portas de um imóvel. Conseguiram o intento e não satisfeito, revirou os cômodos, espalhou roupas e até remédios pelo interior do quarto onde dormiam um casal (veja imagem).
Moradores confirmam "atos arbitrários" cometidos por agentes do IBAMA
Recentemente, agentes do IBAMA e policiais militares acrianos foram denunciados ao Tribunal de Justiça do Amazonas por agirem na suposta venda de proteção a fazendeiros da região. A ação resultou apenas na omissão do "temido Capitão Bruno". Os demais envolvidos foram responsabilizados e aguardariam julgamento.
Cruéis, agentes do IBAMA atearam fogo na casa de morador que espera pela vistoria do INCRA-AM
Extraoficialmente, o IBAMA acriano chamou para a gestão da 15ª Superintendência do INCRA-AM e viria fazendo, também, o papel de policiais federais. Geralmente, "esse papel e do INCRA que informa o Ministério Público Federal, que solicita a Polícia Federal acompanhar a desafetação de áreas invadidas da União".
Nesse caso atual, sem apresentarem mandado de busca e apreensão, ou qualquer decisão do Judiciário dos dois estados, " o IBAMA acreano viria desvirtuando na cara dura o papel dos entes federados que já atuam na região do PAE Antimary e em áreas ocupadas, mansa e pacificamente, por famílias a espera da chegada da vistoria das terras sob o comando do Superintendente do INCRA-AM Denis Filho. Segundo assentados, "estamos esperando a chegada, inclusive, da funcionária Maria do Socorro para finalizar os cadastros das famílias", agora, praticamente, expulsas de suas propriedades pela ação truculenta dos agentes do IBAMA acriano.


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