Dois homens, sendo um identificado como Anderson Bolandin, morreram e outras duas pessoas ficaram feridas durante um tiroteio na noite desse sábado (24), em Porto Esperidião (a 322 km de Cuiabá), em Mato Grosso. A confusão ocorreu por volta das 22h15, no pátio de um posto de combustíveis, horas depois de uma carreata em apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), realizada no município.
Ao REPÓRTERMT, o presidente municipal do PL, Carrocini, negou que o confronto tenha qualquer relação com a manifestação política. Segundo ele, a carreata começou por volta das 19h e durou aproximadamente 45 minutos, enquanto a briga aconteceu horas depois, no pátio de um posto de combustíveis que, conforme seu relato, já estava fechado
.O dirigente também negou que Anderson Bolandin tivesse ligação com o PL e afirmou que ele não era filiado à legenda. O delegado regional de Cáceres, Higo Rafael, responsável pelo caso, também negou que a confusão tenha sido causada por divergência política. "Até o momento nada leva a essa informação de briga política", disse à reportagem.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo telefone 190 após testemunhas relatarem uma briga envolvendo pessoas armadas no pátio do Posto Prata. Os denunciantes informaram que os envolvidos haviam efetuado disparos de arma de fogo.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Anderson caído próximo a uma das bombas de combustível, com ferimentos provocados por tiros e grande quantidade de sangue ao redor do corpo. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele ainda apresentava sinais vitais, mas tinha dificuldade para respirar.
Nas proximidades, os militares localizaram quatro cápsulas deflagradas e três munições intactas de calibre 9 milímetros.
O primo de Anderson também estava no posto e apresentava um ferimento causado por disparo de arma de fogo no pé direito.
Uma equipe de saúde foi acionada e encaminhou os dois feridos para atendimento médico. No entanto, Anderson não resistiu aos ferimentos e morreu ainda dentro da ambulância, durante o deslocamento até a unidade de saúde.
Ao chegarem à unidade, os policiais descobriram que outras duas pessoas envolvidas na confusão já haviam procurado atendimento médico.
Uma delas tinha sido baleada no abdômen e, devido à gravidade do ferimento e ao risco de morte, precisou ser transferida para um hospital em Cáceres.
A outra vítima apresentava um ferimento no braço direito. Conforme as informações registradas pela PM, o projétil atravessou o braço e ficou alojado na região do tórax.
Discussão terminou em tiroteio
Uma das vítimas relatou aos policiais que a confusão começou com uma discussão entre os envolvidos, evoluiu para agressões físicas e terminou em uma troca de tiros.
Segundo essa versão, um homem identificado no boletim pela inicial D. teria efetuado disparos contra outro envolvido. Ao presenciar o pai ser baleado, o filho dele teria pegado a arma que estava com o próprio pai e atirado contra D. e, posteriormente, contra Anderson Bolandin.
Essa é uma das versões registradas pela Polícia Militar e ainda será apurada pela Polícia Civil.
O boletim relaciona quatro homens, de 22, 26, 36 e 64 anos, como suspeitos. Dois deles possuem registros policiais anteriores por crimes como porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado mediante fraude, tráfico de drogas, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e descaminho. Os outros dois não possuem passagens criminais informadas.
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), de Cáceres, foram acionadas para realizar os procedimentos de investigação e perícia.
As circunstâncias do confronto e a responsabilidade de cada envolvido serão investigadas. Até o momento, o boletim policial não aponta motivação política para o crime nem estabelece ligação entre o tiroteio e a carreata realizada anteriormente na cidade.

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