AMAZONAS (AM) Devagar, devagarinho, o assassinato de um mecânico de Porto Velho (RO) no bairro da Fonte, na cidade de Lábrea, cuja identidade ainda não foi revelada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), voltou à baila no começo da semana, com a promessa de que advogados irão pedir intervenção da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ-AM), na tentativa de reabrir o caso cujo crime ainda permanece insolúvel.
Advogados disseram à Reportagem que, apesar do sigilo da identidade da vítima a pedido da viúva, “pode ter havido omissão da Polícia ao investigar o caso apenas na fase preliminar”. Sobre o assunto, não foi possível fazer contato com o delegado e a equipe de investigadores que atuaram nas investigações que estancou o caso em prejuízo do avanço das apurações”.
De forma presencial, operadores do Direito que trabalham com a elucidação de crimes considerados insolúveis patrocinando defesa a familiares de vítimas sem o alcance da Justiça. O grupo confirmou que “o caso não teria avançado por falta de investigações mais detalhadas e robustas”.
Segundo informações, o assassino confesso da morte do mecânico, conhecido na de cidades de Lábrea, Pauini e na Capital Manaus, pela alcunha de “IURY” foi liberado pela suposta intervenção do empresário José Hélio Camurça. Ele negou, categoricamente, “qualquer envolvimento no crime”.
“IURY não era e nunca foi nosso funcionário”, afirmou ele nesta quinta-feira (22) após ser instado, repetidamente, pela Reportagem com base na legislação vigente, explícita no Código Penal e Código Civil, além dos princípios e garantias expressos na própria Constituição.
Ao longo do tempo que durou as perguntas, Hélio Camurça demonstrou tranquilidade e visível serenidade típicas de “quem não tem culpa no cartório, por essa situação e esclareceu os fatos que tentam colar a sua imagem”. Admitiu, porém, que “IURY prestava serviços de carga e descarga de areia na empresa”, esporadicamente, mesmo com a cidade o taxando de faccionado”.
DESDOBRAMENTO – Em Lábrea, os casos IURY x Mecânico Morto no bairro da Fonte ganhou grande repercussão, à época. E ainda hoje é comentado por, segundo advogados que levantam as nuances do IPC e a liberação do homicida confesso, “por caber ao Ministério Público o exercício do Controle Externo da Atividade Policial por meio da Promotoria Pública da Comarca de Lábrea”.
Hélio Camurça disse ainda que, “à época desse crime, não fui secretário de Administração no governo do ex-prefeito Evaldo de Souza Gomes”. Segundo ele, “a questão do terreno da Rua 22 de Outubro, a antiga proprietária o vendeu a Evaldo, mas, não havia feito a transferência”. Na sequência, o imóvel foi vendido ao empresário conhecido por “BODE”.
Por sua conta e risco, a viúva do mecânico morto a tiros à queima por “IURY” – sua identidade será mantida em segredo – revelou aos advogados que o assassino do marido é filho da doméstica conhecida por “NEIDE” e de um mecânico de motos no bairro da Fonte. Após ser liberado pela Polícia Civil de Lábrea, sem que o caso chegasse à Justiça, sofrera atentado a tiros, mas sobreviveu.
“Era uma época de guerra entre facções, quando matavam um ou dois e amarravam três ou mais para morrer no dia seguinte”, reportou José Hélio Camurça. IURY e o Mecânico (ele não o conhecia) poderia ter problemas com o o tráfico de drogas no eixo Lábrea e Porto Velho, em Rondônia, acrescentou ele.
Após um giro rápido pelos anais da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e bastidores da Polícia Civil, em Lábrea, não foi possível encontrar indício de que “o IPC a cargo da 6ª DIP para apurar a morte do mecânico tenha sido concluído, vez que na Promotoria Pública, da mesma forma, nenhum procedimento pode ser confirmado, à época, pelos familiares da vítima.
NOVA VIDA – Na conversa com José Hélio Camurça, mediada pela Reportagem, cumprindo-se a legislação vigente, informou que, mesmo não sabendo nada da vida privada de IURY, “ele está vivo e teria virado pastor evangélico lá, pelas bandas de Pauini ou Manaus”.
Sobre o assunto, comenta-se nas rodas de “fofocas” da cidade que, além de outros crimes também ainda não solucionados, o “Caso IURY & o Mecânico”, com a entrada dos advogados rondonienses na história, “certamente, pedirão a intervenção da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ-AM) afim de que o antigo inquérito seja reaberto”.
A Reportagem não entrou no mérito de outras acusações que pairam sobre a conduta do ex-Secretário de Administração de Evaldo de Souza Gomes e de de Governo da Prefeitura de Lábrea. Segundo políticos locais, “é preciso, sim, o Ministério Público da Capital intervir no caso, responsabilizar quem de direito e punir, exemplarmente, os envolvidos no crime do mecânico, porque há elementos fortes para a Promotoria Pública reabri-lo, sem demora”.

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