AMAZONAS (AM) - Apesar das fortes evidências registradas nos mandatos de prefeito do ex-dono da tradicional "Casa Costa" (atualmente) que pertencera ao então lojista Gean Campos de Barros (MDB), pesaria sobre ele a suposta criação de uma estrutura de "Governo Paralelo" onde teria abrigado aliados de alta confiança do ex-mandatário, precisamente, no terceiro andar do prédio da Prefeitura de Lábrea, a 703 quilômetros da Capital Manaus.
Apesar da constatação existente nas contas do ex-prefeito labreense de um rombo estimado em mais de R$ 500 milhões herdados pelo novo Governo eleito em 2024, o ex-prefeito deixou a cidade, praticamente, ileso e solto sem ser incomodado pelos tribunais de Contas do Estado (TCE-AM) e da União (TCU) – apesar de duas condenações na esfera da Justiça federal.
O antigo "Garajão Municipal", um triste cenário para que se gabinete de "zelar pelo patrimônio publico". A frota envelhecida, dinheiro de emendas a vontade, ainda assim, depois de mais de 20 anos, nada parecia mudar até 2024. Em 2025 a cara da cidade começou a ser outra.
Ainda assim, sem sofrer ainda qualquer punição aparente, reuniu condições, com apoio dos deputados Adjuto Afonso (União Brasil) e Átila Lins (PSD) – este derrotado nas urnas em Lábrea para reeleição - assumiu tranquilamente um cargo público estratégico na Prefeitura de Boca do Acre, governada pelo irmão bastardo, Frank de Barros (MDB).
A suposta “Prefeitura Paralela” teria funcionado num dos andares do prédio da Prefeitura do município ao menos quatro anos. O esquema teria sido chefiado através de um “acordo de gaveta”. Teria sido entregue aos gestores do Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI), Amir SAID e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AGSUS), Moacyr Canizo de Brito Filho (ex-Administrador do CEASA), em Manaus Capital.
A saúde nos governos do pai político de Mabi e Jesus Batista "deixou um legado de caos e desmonte do Hospital Regional de Lábrea".
- O tiro saiu pela culatra e o esquema foi derrotado, aduziu político local.
UM GÁS PRO FÁTIMO - “Tendo existido e/ou não, a suposta “Prefeitura Paralela”, teria tido vida curta, mas, sobrevivera por até quatro anos entre os 16 anos dos governos Gean Campos de Barros”, conta à reportagem uma das encarregadas do “Grupo das Varredeiras” que invadira em 2024 a Prefeitura para receber salários atrasados.
No entanto, entre o cômico e o inesperado, dos grupos que decidiriam a estratégia final às reeleições de prefeito e vereadores, “só Mabi Canizo sobreviveu ao suposto desmonte da Prefeitura Paralela”. Apesar das denúncias de movimentação financeira irregular, ainda assim, Gean de Barros, o manteve candidato a prefeito e Jesus Batista de Souza, ex-titular da Educação, a Vice-prefeito enquanto Amir SAID teria sido lançado às traças, no lixo e na lama, acrescentaram fontes.
Durante a suposta existência de uma “Prefeitura Paralela”, em Lábrea, mesmo diante dos rumores e ruídos de oponentes contra o esquema atribuído ao ex-prefeito Gean de Barros, nada funcionou como o planejado. A derrota de Mabi e Jesus Batista teria sido ocasionada por sucessivo abandono do interior, onde Amir SAID, “teria recomendado investimento pesado desde a ocupação do 3º andar do prédio da Prefeitura”.
Fonte credenciada admitiu à Reportagem, nesta terça-feira (20), que as “entregas irregulares de barro, areia, tijolos, telhas, cestas básicas já vencidas (armazenadas em um galpão do bairro Vila Falcão), cotas de combustíveis, liberação de passagens e outros favores teriam sido despachados a eleitores de famílias numerosas”, isso sem quaisquer procedimentos legais como determina a legislação brasileira.
- Dois anos antes da eleição de 2024, pedidos de aterro e doação de material de construção lideraram a lista de pedidos de benefícios e do pacote de bondades eleitoreiros, acrescentou a mesma fonte.
A fonte subscreveu ainda que, apenas os recursos oriundos de projetos financeiros, acordos, convênios, emendas parlamentares e receitas extras tiradas do orçamento próprio passariam pelo crivo do então prefeito, sem chegar ao comando da suposta Prefeitura Paralela da época, lá, no 3º Andar.
Ainda durante o suposto ciclo da suposta “Prefeitura Paralela”, que teria funcionado no 3º Andar do prédio da Prefeitura de Lábrea”, fontes informaram que “maquinários pesados pertencentes ao município teriam sido alugados à própria administração por uma empresa terceirizada pertencente a um dos secretários da gestão anterior”. Possivelmente sob o aval do ex-prefeito e o silêncio de vereadores da legislatura passada (2013-24).
Apesar dessas notícias terem vazadas com a mudança no quadro de sucessão encabeçada pelo ex-prefeito Gean Campos de Barros, porém, ninguém documentou quaisquer encontros entre Mabi Canizo, Amir SAID, Jesus Batista e um microempresário conhecido nos bastidores como “o homem da mala-preta da Avenida 14 de Maio”.
- Ou em tratativas de retiradas na boca do caixa da Agência do Banco do Brasil, em Lábrea, envolvendo saques de até R$ 800.000 a R$ 1.200.000 entregues, supostamente, à chefia de Gabinete do então prefeito e, posteriormente, armazenados no andar superior do prédio da Prefeitura labreense, de acordo com informações e dados em abertos.
FUGINDO ATÉ HOJE - Apesar das fortes acusações sobre a gestão do fictício prefeito Moacyr Canizo de Brito Filho – se considerada a existência de uma “Prefeitura Paralela nos 2021-2024”, desde o final da última campanha a Reportagem tenta entrevistar Mabi Canizo, Jesus Batista de Souza, Amir SAID e vereadores reeleitos da legislatura passada. Mas esbarra numa tremenda cerca de Jurubeba, com os contatos sem retorno.
Declarações de pessoal não reaproveitado e que foram motivos de intervenções de vereadores, eleitos e reeleitos, que fez parte do Governo e do Legislativo anterior, admitiu que “os ex-chefes do Garajão não ligava muito se o motorista fosse para o almoço conduzindo o maquinário, até em casa”.
- Havia apenas uma exigência: “O retorno do maquinário deveria ser realizado no horário de trabalho, de conformidade com a escala do dia normal de serviço na esfera e calendário estabelecido para o pessoal ativo da garagem municipal”.
Durante os dois percursos, segundo informações, “tudo era possível fazer, até mesmo um bico para salvar o din-din por fora em uma ou mais carga de barro ou material para qualquer ponto da cidade ou da BR-230”, pela conta e risco do condutor do veículo da patrulha oficial da extinta Secretaria de Obras.
O esquema que ficou conhecido na cidade de Lábrea “como a farra das caçambas, pás-carregadeiras e tratores”, conforme fontes extraoficiais, teria sido extinto durante a transição de governo, no final de 2024.
À época, lembrou fonte, “o ex-prefeito negou que saberia do esquema de serviços fora do expediente, bem como, a existência de uma Prefeitura Paralela” que operava com os chamados bicos que contaria com a participação de funcionários da extinta Secretaria de Obras do município.

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