Durante coletiva na cidade de Tumaco, nesta quinta-feira (25/1), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez o anúncio de que Estados Unidos, Chile, Peru e Canadá responderam seu pedido de ajuda internacional para combater os pelo menos 31 incêndios que afetam o país.
“A humanidade desenvolveu mecanismos de solidariedade (…) vamos ativá-los (…) Neste momento no nosso continente, os EUA, o Chile, o Peru são os países que já responderam, e o Canadá no último momento tem uma experiência enorme”, comunicou o presidente.
O presidente colombiano informou que o mesmo pedido foi também enviado à União Europeia (UE) e à Organização das Nações Unidas (ONU). Na quarta-feira (24/1), Petro pediu ajuda internacional para combater os 31 incêndios ativos no país e os que se possam desenvolver nos próximos dois meses em que se prevê que se alastre o fenômeno El Niño, causador de altas temperaturas e secas.
Em seu discurso, o presidente se mostrou confiante de que esta ajuda “começará a chegar” em breve.
“Verão como com a nossa capacidade e capacidades internacionais resolveremos este momento de crise climática traduzido no aquecimento das temperaturas no nosso país”, declarou.
Focos
Na Colômbia existem 31 incêndios florestais ativos que afetam nove departamentos do norte e centro do país e Bogotá. Além disso, há mais de 900 municípios em alerta vermelho e 62 com estresse hídrico, segundo o último relatório do presidente.
Os incêndios mais preocupantes são os das colinas orientais e do morro El Cable, em Bogotá, pois a fumaça se espalha por grande parte da capital e está afetando a qualidade do ar e as operações aéreas, mas também os incêndios de Nemocón (Cundinamarca) e do páramo de Berlim (Santander ), que faz parte do complexo Saturbán paramero, essencial para o abastecimento de água potável ao nordeste da Colômbia.
O Governo convocou ontem à noite a comissão nacional de gestão de riscos onde foi oficializada a decisão de declarar a situação de calamidade, o que permitirá movimentar recursos orçamentais para a combater os incêndios, sobretudo, segundo o Petro, para garantir o acesso a água potável e para operações aéreas que lidam com focos de incêndio.
O Governo também solicitou às autoridades locais para que utilizem os canais oficiais e comuniquem diretamente com o Posto de Comando Unificado (PMU) para reportar qualquer sinistro para que possa ser atendido com a maior urgência.

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