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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026

HUMAITÁ - AM

DEPOIS DE VÁRIAS COOPERATIVAS CRIADAS E FALIDAS, PESQUISADOR PROPÕE AUDIÊNCIAS SETORIAIS E COLETIVAS SOB A ÉGIDE DOS TRABALHADORES GARIMPEIROS NATIVOS

PREFEITURAS, MPF E O GOVERNO FEDERAL PARA REGULAMENTAR GARIMPOS NA AMAZÔNIA

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DEPOIS DE VÁRIAS COOPERATIVAS CRIADAS E FALIDAS, PESQUISADOR PROPÕE AUDIÊNCIAS SETORIAIS E COLETIVAS SOB A ÉGIDE DOS TRABALHADORES GARIMPEIROS NATIVOS
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HUMAITÁ (SUL DO AM) – A regularização dos garimpos ilegais ao longo do Vale do Rio Madeira, a partir da cidade fronteiriça de Guajará-Mirim, no lado brasileiro do estado de Rondônia com a República da Bolívia, continua longe de acontecer no atual cenário.

 Num eventual cenário de guerra, ameaças de garimpeiros ajudaram o MPF a endurecer operações e zerar garimpos ilegais

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Nas últimas décadas, a atividade garimpeira a ilegal se sobrepôs à legislação vigente e avançou para o cometimento de crimes ambientais visíveis aos olhos do mundo enquanto o Governo brasileiro, ainda na gestão de Jair Bolsonaro, deu início aos bombardeios aéreos e fluviais incendiando e explodindo dragas, balsas, flutuantes e equipamentos não licenciados a partir dos anos 2023-24.

A hecatombe da cidade de Humaitá é sinal de que a política de enfrentamento é ameaças não ajudaram em nada os verdadeiros minerários familiares, esses com domicílios residência fixa no Amazonas

 Colônias de dragas obstruindo a navegação, nos 2019-2024, atraíram os bombardeios aéreos e início das queimas de dragas no leito do rio Madeira

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Líderes das revoltas garimpeiros deitaram e rolaram com as forças de segurança estaduais. Com as federais, "o negócio é mais embaixo", diz policial aposentado

Governo Bolsonaro mapeou as áreas de extração de ouro ilegal em toda a Amazônia e no Amazonas não foi diferente. Nesse período, as de Governo contra os garimpos ilegais foram estendidas, também, ao limite máximo das fronteiras com a Colômbia, Peru, Guianas e Venezuela. Com isso, garimpeiros numa clara violação das leis mandaram recados ao novo Governo que iriam resistir às operações da Polícia Federal, IBAMA, FUNAI e da Força Nacional de Segurança (FNS).

Com isso, “depois que garimpeiros e dragueiros registrados em cooperativas advindas dos estados do Mato Grosso e de Rondônia anunciarem em grupos de WhatSapp que iriam enfrentar as forças de segurança, cujas matrículas haviam sido anuladas por ordem da Justiça Federal a pedido Ministério Público Federal (MPF-AM), as ameaças ocasionaram o desmonte dos garimpos ilegais com uma sequência de operações para destruir balsas (escarifuças), dragas com lanças de sucção entre 25 a 45 metros e equipamentos em situação irregulares junto à Agência Nacional de  Mineração (ANM), IBAMA e sem registros de embarcações junto à Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental Brasileira.

 Em vez de iniciarem o processo de regulamentação, hordas de vândalos de foram identificados em anos anteriores e ajudaram a descaracterizar minerarios nativos.

Em Humaitá ao menos 640 embarcações (desse total cerca de 420 de pequeno, médio e grande porte foram destruídas) continuariam operando sem registro desde os anos 2019-24 na região do Vale do Rio Madeira. Os cadastros que indicam inadimplência encontram-se à disposição de um despachante da cidade, considerado “o único que poderia transitar com desenvoltura com os homens de branco e órgãos ambientais dos estados de Rondônia e Amazonas”, apontou servidor anônimo da Prefeitura de Humaitá.

CRIME INTERNACIONAL – Garimpeiros brasileiros são acusados de extração ilegal de ouro em vários pontos da SUDAMERICA. Na caça de ouro em áreas contendo aluviões (lama) e de sequeiro, eles têm cometidos crimes ambientais com grande intensidade, entre países, mais em território boliviano. “A atuação dos brasileiros transcende o absurdo, isso sem contar com a evasão do ouro usurpado para o mercado negro internacional”, diz o pesquisador independente Juan Emanuel, 61, que se diz minerador responsável e protetor do meio ambiente.  

De 2019-22, também, houve prejuízos milionários aos ilegais dentro dos garimpos amazonenses vindos de fora

Segundo ele, tanto o Brasil quanto a Bolívia, Peru, Venezuela, Guianas (Inglesa, Francesa e Holandesa), possuem legislação específica para conter os garimpos ilegais em seus territórios. “Já o Estado brasileiro, por seus órgãos de controle, responsáveis pelo licenciamento, há uma frouxidão intolerável tardam a punir os infratores, quando se acordam, os estragos já foram feitos", podendo a crise ser solucionada através de audiências públicas setoriais e coletivas entre minerários familiares, prefeituras, o Congresso, o MPF e o Governo Federal do Brasil.

Por sua vez, as cidades de Porto Velho (RO), Humaitá e Manicoré, no Sul do Amazonas, “a queima de dragas, pecas, balsas, embarcações tanques, acessórios e equipamentos por meio de bombardeios aéreos e queima por uso de explosivos são medidas justificáveis a ponto de se zerar as atividades nas zonas de extração ilegal”, disse o pesquisador.

Historicamente, o ouro extraído do Vale do Rio Madeira, no lado amazonense de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte e Autazes, segundo geólogos estrangeiros com assento na cidade Antuérpia (Bélgica), “é Ouro 1000 mais cobiçado por todos os mercados por sua forma coloidal, ou seja, consiste em nanopartículas de ouro (com diâmetro entre 1 e 100 nanómetros) suspensas de forma estável num líquido, como água, e não dissolvidas”.

O metal extraído de aluviões (lama) formados a partir das Cordilheiras dos Andes se concentra no leito dos três rios, a partir daí, estaciona em zonas ribeirinhas ligadas por rios, lacustres e em praias fluviais. De acordo com estudos apresentados pelo pesquisador, “em Rondônia como no Amazonas, o aproveitamento ainda ocorre de forma empírica, com a coleta (processo consiste em bater o pano do carpete) é feito através de um sistema de sucção alimentada por grupos geradores de energia e mangueiras à óleo diesel e/ou gasolina”.

Em 4 anos de poder (2019-24), PL não conseguiu regularizar a atividade garimpeira na Amazônia. Caneta BIC, em maioria no Congresso, não faltou.

O processo de seleção e queima do ouro é ainda manual. O metal é lançado para dentro de uma caixa de madeira ao final das operações (via impulsos conhecidos por mandadas) depois de passar por uma série de lavagem sobre carpetes. Porém, estudos comprovam que, “no mínimo, há perdas de até 60% do material estornado para o fundo do mesmo rio e que perdem com a correnteza a uma suposta velocidade de 170 quilômetros por hora”.

Resistindo à modernização da atividade minerária para garantir a preservação e conservação do bioma da Amazônia Ocidental Brasileira e, especificamente de Rondônia e Amazonas, estados de abrangência do Rio Madeira, tudo indica que garimpeiros e dragueiros não nativos da região, sem domicílio e residência nos municípios da mesorregião que compreende o Vale do Madeira, depois de cooptados pelo Capital externo, “preferem manter o processo artesanal e atuarem na informalidade  a legalizarem a extração”, ressalta o pesquisador. 

  

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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