De olho nas eleições de 2024, o presidente Lula intensificou a sua agenda pública com entrega de obras e o governo federal priorizou parlamentares do PT na liberação de emendas parlamentares às vésperas do pleito de outubro.
Levantamento feito pelo jornal O Globo desta quarta-feira, 3, aponta que deputados e senadores ligados ao PT receberam, ao longo de 2024, 1,2 bilhão de reais em emendas parlamentares. A sigla reúne menos deputados que o PL de Jair Bolsonaro. O partido do ex-presidente foi apenas o quarto em volume de recursos liberados: 1 bilhão de reais.
Os outros dois partidos mais bem aquinhoados foram o PSD de Gilberto Kassab – 1,1 bilhão e o MDB da ministra do Planejamento Simone Tebet – 1,073 bilhão.
Somente para efeito comparativo, o PL tem 95 deputados e o MDB 44, menos da metade.
Também foi ao longo das últimas semanas que Lula intensificou sua participação em rádios locais, fazendo propaganda de ações de aliados.
O presidente também intensificou a entrega e/ou anúncios como obras do Minha Casa, Minha Vida e a construção de corredores viários, caso mais específico de São Luís, no Maranhão da Família Sarney.
“Onde não tiver candidato, vou apoiar candidato aliado. Não quero que os adversários ganhem, porque os adversários são negacionistas”, afirmou Lula em entrevista à Rádio Meio, de Teresina, durante viagem à capital piauiense, na semana passada.
O caso mais explícito de uso da máquina em prol de um candidato envolve a maior cidade do país: São Paulo. Desde o início do ano, Lula vem se envolvendo pessoalmente na pré-candidatura de Guilherme Boulos (PSOL). Em 1º de maio, o petista pediu votos explicitamente ao psolista e, por isso, foi multado em R$ 20 mil pela Justiça Eleitoral. A decisão ainda cabe recurso.
Por lei, o petista tem até sábado para fazer esses acenos. Depois, pela lei eleitoral, são proibidas entregas ou atos públicos envolvendo autoridades.
