A Polícia Federal participou de uma nova ação contra o narcotráfico na região de fronteira entre Brasil e Peru que resultou no fechamento de um laboratório clandestino de cocaína e na prisão de brasileiros em território peruano. A ofensiva foi realizada em cooperação com as autoridades do país vizinho.
A ocorrência faz parte do trabalho conjunto para atingir estruturas usadas na produção e no transporte de drogas na Amazônia. Diferentemente de uma operação divulgada no fim de agosto, que destruiu quatro laboratórios e cinco pistas clandestinas e terminou com a prisão de um colombiano, a nova ação envolve brasileiros detidos no Peru.
Ação mira produção de cocaína na fronteira
O laboratório foi localizado em território peruano, na faixa amazônica próxima ao Brasil, uma região considerada estratégica pelas forças de segurança no enfrentamento ao tráfico transnacional.
A estrutura era utilizada para o processamento de cocaína. A ação policial atingiu diretamente uma das etapas da cadeia de produção do entorpecente antes que a droga pudesse seguir pelas rotas utilizadas pelas organizações criminosas.
Brasileiros foram presos no Peru
Brasileiros foram detidos durante a ação e ficaram sob responsabilidade das autoridades peruanas. A participação de cada um no esquema deverá ser individualizada a partir das investigações.
A operação reforça uma estratégia adotada pelas autoridades brasileiras e peruanas para enfrentar o narcotráfico ainda nos locais de produção e armazenamento, antes que os entorpecentes atravessem a fronteira e sejam distribuídos por outras regiões.
Região concentra operações contra o narcotráfico
A faixa de fronteira entre o Amazonas e o Peru vem sendo alvo de sucessivas ações conjuntas ao longo de 2026.
Em operações anteriores, as forças de segurança localizaram laboratórios clandestinos, acampamentos, pistas de pouso, embarcações e equipamentos utilizados para dar suporte à produção e ao transporte de drogas.
O uso de rios, áreas de floresta e pistas clandestinas representa um dos principais desafios para a fiscalização. A extensão territorial e o difícil acesso fazem com que a cooperação entre os países seja considerada estratégica para atingir estruturas instaladas dos dois lados da fronteira.
Operação anterior destruiu 15 laboratórios
No início de setembro, a Polícia Federal divulgou o balanço de outra etapa da Operação Amazonía 2026, realizada em cooperação com a Polícia Nacional do Peru e com apoio das Forças Armadas peruanas.
Naquela ofensiva, foram realizadas 18 ações conjuntas na província de Mariscal Ramón Castilla, na região de Loreto. Quatro pessoas foram detidas e 15 laboratórios clandestinos, cinco acampamentos e quatro pistas de pouso foram inutilizados.
As autoridades também destruíram quase 12 toneladas de sulfato de cocaína em estado líquido e dezenas de toneladas de produtos químicos usados na fabricação de entorpecentes.
A ação atual envolvendo os brasileiros presos não deve ser confundida com aquela operação nem com a ofensiva divulgada em 31 de agosto, que já havia sido noticiada pelo NC News.
Cooperação tenta atingir estrutura do tráfico
A estratégia das forças de segurança não se limita à apreensão da droga pronta. As operações procuram atingir também laboratórios, depósitos de produtos químicos, meios de transporte, pistas clandestinas e equipamentos utilizados pelas organizações criminosas.
A cooperação permite ainda a troca de informações de inteligência e a realização de ações coordenadas em território brasileiro e peruano.
As investigações devem avançar agora sobre a atuação dos brasileiros presos e sobre eventuais conexões da estrutura localizada no Peru com grupos responsáveis pelo transporte de drogas para o Brasil.
Entenda o contexto
Brasil e Peru mantêm operações conjuntas de combate ao narcotráfico na região amazônica. As ações procuram desarticular organizações que aproveitam a extensão da floresta, os rios e áreas de difícil acesso para produzir, armazenar e transportar entorpecentes.
Em 31 de agosto, uma dessas operações destruiu quatro laboratórios e cinco pistas clandestinas em Loreto, além de toneladas de cocaína e insumos químicos. Na ocasião, um cidadão colombiano foi preso. Posteriormente, a Polícia Federal divulgou um balanço mais amplo da Operação Amazonía 2026, com 18 ações e 15 laboratórios inutilizados.
A nova ocorrência tem um elemento diferente: brasileiros foram presos em território peruano durante uma ação que atingiu outro laboratório clandestino. As autoridades seguem apurando a participação dos detidos e a estrutura utilizada pelo grupo.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se