Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nessa terça-feira (29), por suspeita de envolvimento no roubo e tortura contra o vereador de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá) Wesley Cláudio (Novo) e sua família. Com ela, os investigadores encontraram cerca de R$ 17 mil em dinheiro e uma aliança pertencente a uma das vítimas.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis após uma série de diligências para identificar os envolvidos no ataque ocorrido na madrugada de segunda-feira (28).
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até agora indicam que a mulher teria participado da logística da ação criminosa, inclusive disponibilizando um veículo usado pelos envolvidos. Ela também teria recebido posteriormente parte do dinheiro e dos objetos levados da casa.
Além dos R$ 17 mil e da aliança, os policiais apreenderam dois capacetes, 15 munições de calibre .40 e outros materiais que serão analisados durante a investigação.
A Polícia Civil afirma que as informações obtidas apontam para uma divisão de tarefas entre os envolvidos, passando pelo apoio logístico, execução do roubo e guarda dos valores e objetos levados das vítimas.
A mulher foi autuada em flagrante, em tese, pelos crimes de roubo e tortura. Outras possíveis infrações ainda podem ser identificadas ao longo do inquérito.
As equipes da Derf também chegaram à identificação de outros possíveis envolvidos. Um homem de 20 anos permanece foragido e está sendo procurado pelas forças de segurança.
Noite de tortura
Conforme o RepórterMT já mostrou, Wesley, a esposa Fabiula Moreira e os dois filhos do casal, de 18 e 9 anos, foram rendidos dentro da residência. O vereador levou coronhadas e teve parte da orelha direita cortada. A esposa foi agredida e enforcada duas vezes, enquanto os filhos também sofreram agressões e ameaças.
Os criminosos exigiam R$ 1 milhão e diziam ter informações de que o vereador mantinha o dinheiro dentro da casa. No total, foram levados aproximadamente R$ 42 mil, dois celulares, bijuterias, duas alianças e o carro da família. Segundo o registro da ocorrência, o grupo dizia que monitorava Wesley havia cerca de três dias.
A investigação já trabalhava com a possibilidade de participação de até cinco pessoas no crime. Dois homens teriam entrado na residência, enquanto outros envolvidos teriam dado apoio do lado de fora e participado de uma chamada de vídeo durante a ação.
A Polícia Civil mantém as diligências para prender os demais envolvidos, recuperar o restante dos bens roubados e definir a participação de cada pessoa no ataque.

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