O Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu um alerta ao governador Marcos Rocha sobre o risco de uma possível crise fiscal que pode se instalar nas finanças estaduais ao longo de 2026. A advertência teria sido um dos principais fatores que levaram o chefe do Executivo a anunciar, após reunião com o seu secretariado, que não irá mais disputar uma vaga no Senado Federal.
De acordo com informações apuradas, o alerta do TCE aponta para um cenário preocupante caso não haja ajustes na condução fiscal do governo. Entre os fatores que contribuem para o risco de desequilíbrio estão os gastos excessivos na área da saúde, o rombo estimado em cerca de R$ 1 bilhão nas contas da Companhia de Águas e Esgotos (Caerd), além dos aumentos salariais concedidos recentemente à Polícia Militar e à Polícia Civil, entre outras despesas de impacto relevante.
O órgão de controle teria classificado o cenário como resultado de uma possível gestão temerária, com efeitos negativos diretos sobre a capacidade do Estado de honrar compromissos futuros e manter investimentos essenciais. Caso as medidas corretivas não sejam adotadas, o alerta indica que o Estado pode enfrentar sérias dificuldades financeiras no próximo exercício.
Apesar disso, o anúncio do governador gerou interpretações divergentes no meio político. Há quem avalie que a decisão de não concorrer ao Senado seria, na verdade, uma estratégia política, especialmente após Marcos Rocha perder o comando de seu partido no Estado, o que teria enfraquecido seu projeto eleitoral.
Diante desse contexto, o cenário permanece indefinido. Resta aguardar os próximos movimentos do governador e o desenrolar dos fatos para saber se Marcos Rocha permanecerá à frente do governo até o fim de seu mandato, em 2026, e quais medidas serão adotadas para evitar a crise fiscal apontada pelo Tribunal de Contas.

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