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Domingo, 03 de Maio de 2026

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APESAR DO ROMBO DE CERCA DE R$ 500 MILHÕES NA PREFEITURA DE LÁBREA, O TEMIDO EX-PREFEITO GEAN CAMPOS DE BARROS (MDB) VOLTA AO PODER COM A AJUDA DO IRMÃO FRANK DE BARROS

JUNTOS VÃO ADMINISTRAR UM PIB DE R$ 512, 8 MILHÕES ENQUANTO LABREENSES CHUPAM OS DEDOS

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Por TUDO AMAZÔNIA
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APESAR DO ROMBO DE CERCA DE R$ 500 MILHÕES NA PREFEITURA DE LÁBREA, O TEMIDO EX-PREFEITO GEAN CAMPOS DE BARROS (MDB) VOLTA AO PODER COM A AJUDA DO IRMÃO FRANK DE BARROS
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BOCA DO ACRE (SUL DO AM) – Depois de deixar os cofres da prefeitura de Lábrea praticamente dilapidados, a 498 quilômetros desta cidade, o ex-prefeito Gean Campos de Barros (patrocinado pelos deputados Adjunto Afonso, Átila Lins e pelo senador Eduardo Braga), foi nomeado pelo irmão prefeito Frank de Barros para integrar sua equipe para o quadriênio 2025-28.

Ele assumiu o cargo em comissão de Secretário Municipal de Governo e Planejamento da Prefeitura bocacrense. Na mesma cerimônia, tomou posse na Secretaria Municipal de Fazenda, Ronaldo Barbosa da Silva, Ex-Secretário de Administração de Gean Campos de Barros enquanto foi prefeito do vizinho município de Lábrea em quatro mandatos.

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Gean é acusado em vários processos por suspeita de participação direta e indireta em desvios de recursos da educação, da promoção social e erradicação do trabalho infantil. Ele foi condenado a dois anos de prisão pela Justiça federal e a quinze anos por exploração de mão de obra de crianças e adolescentes em uma propriedade rural dele e do ex-sogro já falecido, pai da ex-primeira dama do município de Lábrea.

João Roberto navega pela crise e denuncia  enorme rombo nas contas públicas

Frank de Barros, à época do governo do irmão, foi Secretário Municipal de Finanças da Prefeitura de Lábrea e agora conduziu Gean de Barros ao posto de Secretário de Governo e \planejamento da prefeitura de Boca do Acre. Segundo bastidores, apesar de Ronaldo Barbosa da Silva ter sido nomeado para as Finanças, “seria Gean quem irá administrar recursos da ordem de R$ 512,8 milhões do PIB do município em cima de uma população de s” – entregue aos dois irmãos em eleição livre e direta em 6 de outubro de 2024 .

O que será que estava por trás o sorriso ''aberto'' de GEAN DE BARROS

 

PF NELES

Pesa contra o ex-prefeito labreense a suspeita de ter desviado recursos da educação básica de quase R$ 1, 2 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destinado à aquisição de ônibus escolares e aparelhos de ar-condicionado para escolas rurais. Além das condenações pela Justiça federal (JUSF-AM), ele deixou a Prefeitura labreense com um rombo de quase R$ 500 milhões – um pouco mais do que o PIB do município de Boca do Acre cuja população é estimada em 38. 958 habitantes com território de 22.348,948 km² .    

- Desta feita, em Boca do Acre, com as mãos na “butija”, outra vez, é a mesma coisa que deixar o galinheiro por conta das raposas, pontuou o consultor jurídico João Roberto Soares, 53.

TRISTE HISTÓRICO - O irmão do prefeito de Boca do Acre, Frank de Barros (MDB), foi condenado a 15 anos e 9 meses de prisão pelo juiz Thadeu José Afonso, da 2ª Vara Federal Criminal  do Amazonas, pela exploração de 37 pessoas que trabalhavam em condições análogas a de escravos na colheita de castanha do Brasil no “Castanhal  Nova Glória”, às margens do Rio Tumiã, zona rural do município de Lábrea, a 702 quilômetros da Capital Manaus.     

O caso foi descoberto em fiscalização do Ministério do Trabalho promovida no município em março 2014. Os fiscais verificaram que 28 adultos (27 homens e uma mulher) e nove adolescentes e crianças carregavam sacos de castanhas em trilhas na mata e manuseavam facões longos, conhecidos como terçados, para abertura dos ouriços, os frutos da castanha.

Criança resgatada pelo Ministério do Trabalho (MT) nos seringais de GEAN CAMPOS DE BARROS  

O MPF (Ministério Público Federal) relatou, na denúncia, que os trabalhadores não tinham apoio médico e acesso a instalações sanitárias e que, tanto no acampamento como no local de trabalho, não tinha água potável. Relatou também que mercadorias eram vendidas a preço acima do mercado e os valores eram descontados do pagamento de empregados.

Ainda conforme o MPF, “não havia pagamento regular de salário, mas somente e apenas o pagamento, ao final da safra, de pequeno valor, tendo em vista os descontos indevidos praticados, tudo evidenciando verdadeiro trabalho análogo ao de escravo a que os acusados submetiam vinte e sete homens, uma mulher e nove menores, alguns com menos de 12 anos de idade”.

 

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY / NBONEWS
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HENRIQUE FERRAZ

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