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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

HUMAITÁ - AM

COM HISTÓRICO CRIMINAL, GARIMPEIROS FILIADOS E DISSIDENTES DE COOPERATIVAS JÁ INVESTIGADAS PELA PF TENTAM NOVAS MANOBRAS E REOCUPAM GARIMPOS ILEGAIS

COMPLICANDO PROCESSO DE REABERTURA PROPOSTO POR NOVA EMPRESA SOCIAL

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Por TUDO AMAZÔNIA
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COM HISTÓRICO CRIMINAL, GARIMPEIROS FILIADOS E DISSIDENTES DE COOPERATIVAS JÁ INVESTIGADAS PELA PF TENTAM NOVAS MANOBRAS E REOCUPAM GARIMPOS ILEGAIS
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HUMAITÁ (SUL DO AM) - Por atuarem na ilegalidade ao menos três décadas, garimpeiros humaitaenses e de vários estados do País, durante nesse período, sempre contribuíram para que os processos de organização de cooperativas de mineradores familiares e empresariais não sejam aprovados como determina a legislação vigente no país. A maioria tem demonstrado que pretenderiam seguir na ilegalidade, onde podem vender o ouro no mercado negro da Bolívia..

 Mercúrio (branco e o vermelho, fácil de ser encontrado nos garimpos do Rio Madeira no eixo Porto Velho (RO) e o Sul do Amazonas. A fonte, segundo informações precisas, "é zona do comércio de auto-pecas, elétrica, SOLDA e acessórios para garimpos ao longo das Nações Unidas (PVH-RO)

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Sabedores da fiscalização precária em Rondônia e Amazonas por parte do poder público nas três esferas de poder (municipal, estadual e da União), além da falta de efetivo para reprimir a extração, beneficiamento (queima do metal) e a comercialização de minérios, mesmo sob uma constante repressão por água, terra e ar, garimpeiros retornam impunes às “fofocas para garimpar” - num claro desafio às forcas federais.

 Apesar dos "grandes baques" nos braços financeiros e políticos que sustentam o garimpo ilegal pela MPF/PF, garimpos não se intimidam e retomam as extrações nos mesmos locais das explosões e incêndios das dragas e escarigucas.

As balsas e dragas destruídas há décadas adentram o território amazonense pelo rio Maici (Humaitá/AM), pelo distrito de Calama, no baixo Rio Madeira, onde os garimpeiros ilegais são homiziados “à espera da poeira baixar”. Em seguida, caminho liberado, a reocupação começa pelo rio Maici onde dragas, balsas, barcos-tanques e operadores deixam o local para retomar às extrações nos garimpos dos municípios de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte.

 O garimpo ilegal continua sendo combatido pelo ar, terra e por água. Ainda assim, garimpos não fogem a luta desde os primeiros bombardeios autorizados pelo ex-presidente JAIR BOLSONARO. Corajosos....

Ao longo do Vale do Rio Madeira, segundo registros de mensagens de grupos de Whatsapp entre associados de cooperativas e comunidades da região, as operações integradas pela Polícia Federal, IBAMA, FUNAI, ICMbio e  Força Nacional de Segurança, “todas são monitoradas, inclusive, por drones, radiofonia e celular por satélite”. .

As operações, apesar das baixas significativa no complexo de balsas e dragas garimpeiros ao longo do Vale do Rio Madeira em milhões de reais, ainda assim, equipamentos salvos em esconderijos entre lagos e furos, “retomam as atividades ilegais no dia seguinte”. Esse retorno é visto na região como recado as forças de segurança, diz garimpeiro que perdeu tudo no garimpo do “Tabulêta”.

Além de sofrerem baixas significativas nos enfrentamentos, ainda assim, os garimpeiros reaparecem com novos equipamentos nos mesmos locais das apreensões e destruição. Nas ruas e praças da cidade de Humaitá onde se concentram proprietários de dragas e balsas, tentar enfrentar as forças de seguranças federais.

- Amado e odiado, prefeito DEDEI LOBO, é acusado de "travar a participação dos verdadeiros mineradores familiares das comunidades que concentram mais de 90% dos ribeirinhos, que também são pescadores e agricultores a cada seis meses do ano.

Mesmo em desvantagens, ameaçam incendiar viaturas e prédios públicos, como ocorreu em 2017, ano marcado como o “Dia da Revolta Garimpeira no Amazonas”. O troco foi dado com o incêndio em viaturas oficiais e dos prédios das unidades avançadas do IBAMA e ICMbio, que funcionam na cidade de Humaitá para o Sul do Amazonas.

As explosões são autorizadas, as cautelas mediante responsabilidade da figura "fiel de depositário" teria sido descaracterizada por conta da "quebra da obrigação para com o Judiciário Federal". Dragas apreendidas retornavam as áreas ilegais, mesmo sob responsabilidade dos "fiéis depositários"

Esses episódios, resultados das ações de vândalos e garimpeiros identificados, posteriormente, podem ter resultado na deflagração de várias operações contra o funcionamento de garimpos ilegais, o crime organizado, lavagem de dinheiro, corrupção (ativa e passiva) em Prefeituras, empresas de compras de ouro ilegal nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiânia e no eixo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Como a Meca do Egito”, no milênio passado, a cidade de Humaitá, governada pelo prefeito Dedei Lobo tornou-se alvo contínuo de operações especiais por se apresentar como suposto “centro financeiro de garimpos ilegais para todo o Vale do Rio Madeira”, segundo delegado federal aposentado por concentrar compras de ouro e garantir fornecimento de mercúrio e acessórios para atender os garimpos da região.

Nas cidades de Humaitá e Manicoré, devido a pujança dos garimpos ilegais,  “é fácil encontrar ainda compras de ouro clandestinas, mercúrio  e financiamentos para aquisição de equipamentos e acessórios para dragas, ainda em construção nos complexos das áreas portuária através de agiotas”.

A sensação de impunidade no entorno do suposto centro nervoso do comércio clandestino de minérios nas cidades de Humaitá e Manicoré é tamanha que, “ninguém nas ruas teria receio em informar quem é o autor principal dos incêndios que destruíram as sedes do IBAMA, do ICMbio e da frota de veículos da fiscalização”. E ganhar pela delação, “algumas moedas de Real”.

Draga de garimpo ilegal sendo manejada para outra área- ou esconderijo acima da cidade de Humaitá/AM

Além de sucatas de maquinários salvos durante as operações da PF, é 'possível alguém comprar maraca, mangueiras, diesel, geradores e carcaça de balsas semidestruídas.

É o que afirmam engenheiros aposentados da então Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), extintos no governo Jair Bolsonaro (PL) e que deram lugar ao Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e à Agência Nacional de Mineração (ANM).

Vereadores de Humaitá/AM, segundo novos dirigentes da categoria, "precisam entregar maior empenho pela regularização". O presidente Manoel Domingo, esteve em Brasília com o prefeito. Não levaram o GTA dos mineradores familiares.

Segundo analistas, nos anos anteriores a ascensão ao poder dos ex-vereadores e presidentes da Câmara da cidade de Humaitá (a 600 quilômetros da Capital Manaus), Rademaker Chaves (MDB) e Raimundo Cavalcante Figueiredo (mais conhecido como Mundaia e teve a casa incendiada por suspeita de corrupção) que o Vale do rio Madeira vive sob uma forte tensão e medo por conta dos garimpos ilegais.

No período, garimpeiros marcharam sobre o sul do Amazonas e se estabeleceram nas cidades de Humaitá, Manicoré, novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte por conta da nova febre do ouro no Estado por conta da “facilidade de convencimento das comunidades nativas ao longo do rio Madeira”.

LEGAL & ILEGAL - As ocupações ilegais, de acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Estadual do Amazonas (UEA), em Manaus, “os povos do Madeirão entregaram, por pouco ou quase nada, as áreas de ocorrências minerárias e de reservas ambientais, por exemplo, de Humaitá a Manicoré, aos invasores advindos de Rondônia, Mato Grosso e Sul do País, que transformaram a região em terra de ninguém e terra arrasada sob o domínio de ilegais”.

 Na sessão da última terça-feira, nenhuma Cooperativa requereu os protocolos dos projetos de regularização atribuídos ao presidente da Casa e a Prefeitura depois de várias viagens a Brasília. Seria medo ou incompetência?

Com mais de dezesseis anos em atividades ilegais nos garimpos com áreas limitadas e que mais tarde foram ocupadas sem o devido licenciamento, o lado amazonense, “é o mais prejudicado por uso de mercúrio e os resíduos resultantes do mal uso de produtos proibidos na mineração”, apontam estudos que recomendam não só a recomposição dos biomas, como a extinção total dos ilegais, com condenação aos infratores – seja garimpeiro, seja cooperativa.

 Presidente Manoel Domingos, segundo dissidentes de Cooperativas, precisa dar publicidade dos relatórios sobre a regularização e assuntos tratados em Brasília.

A informação de que o Ministério Público Federal (MPF-AM), através de requerimentos protocolados por meio de grupos interessados iria regularizar as atividades garimpeiras no Vale do Rio Madeira, ainda totalmente ilegais, “não procede no ponto de vista da legislação vigente”, afirma o consultor paulistano João Lemes Soares, 53.

Segundo ele, “as matrículas e licenciamentos em áreas atacadas pelas operações estão suspensas, no mínimo, cinco anos, ou foram anuladas”.

Falta as Cooperativas de Garimpeiros e Mineração  tecnicidade na área. De engenheiro ambiental, Geólogo, consultor contábil, jurídico especializado (Direito Ambiental, Mineral e Constitucionalista a projetista), garimpeiros aculturação fizeram essa reclamação na sexta-feira, sábado e domingo nas cidades de Manicoré e Humaitá/AM.

O que pode resultar das contribuições em dinheiro e gramas de ouro revestidos para garantias jurídicas e às incursões politicas oferecidas por advogados, com idas e vindas de caravanas à Manaus (e não à Brasília), “é que assuntos estratégicos que levariam a uma solução iminente poderão dar com os burros nas águas do próprio rio Madeira”, sentenciou o consultor.

O ponto de atenção crucial da questão garimpeira é a regularização – que já se desenrola pelos mandatos do prefeito Dedei Lobo (veja vídeo), de Lúcio Flávio, (prefeito de Manicoré) e em todos os sucessivos mandatos do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Roberto Cidade (UB).

Segundo repórteres investigativos que documentam a trajetória de garimpeiros triplamente filiados nas cooperativas COOGARIMA, COOGAM, MinaCOOP e outra recém-criada (desde a formação original dessas empresas dos anos 2000 a 2025), a parte maior delas se utilizaram de matrículas e requerimentos suspensos e/ou anulados em operações para garimpos em Rondônia, Amazonas e Mato Grosso.

Sobre os caminhos legais para que as cooperativas retomem suas atividades normais e chegarem à regularização completa, “é a fragilidade técnica, contábil, jurídica e continuísmo do comércio ilegal de minérios não informados ao Banco Central”.  Essas inconsistências, segundo o consultor João Lemes Soares, além dos enfrentamentos com as forças federais, o uso indiscriminado de mercúrio, o contrabando, tráfico de drogas, prostituição, ausência de registro em carteira, sonegação de impostos, nas contribuições ao INSS além de ambiente insalubre e do EIA-RIMA, “tudo isso é levado em conta”.

COOPTAÇÃO PARA O CRIME - Endinheirados, financiadores atrás de supostas compras de ouro e seus agentes infiltrados em cooperativas com sem aporte financeiro, entram no Amazonas com facilidade, se infiltram nas famílias ribeirinhas, firmam parcerias em pequenas dragas (escarifuças de 4 polegadas), filiam-se às cooperativas e depois ocupam áreas proibidas”.

Com fiscalização precária, migrantes e imigrantes, ocupam vilarejos nas cidades de Humaitá e Manicoré - muitos com antecedentes criminais – assumem por um tempo despesas das famílias por até seis meses e “capam o gato, deixando órfãos ao léu e as mães ainda adolescentes no mundão”, ressalta a Assistente Social, Francisca Souza, 62.  

- E deixam a conta e os estragos nas praias, nos rios poluídos por mercúrio (branco e vermelho), para os idiotas dos amazonenses, ironizam remanescentes do então piscoso e belo Lago dos Reis, totalmente assoreado.

TRABALHADORES & BANDIDOS - Não é de hoje que garimpeiros ilegais vinculados a cooperativas de outros estados se utilizam de requerimentos de licenças, supostamente, extintas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e protocolos obtidos junto ao IPAAM para se apossar de áreas auríferas em aluviões e região de praias.  

De acordo com o consultor Lemes Soares, muitas vezes esses requerimentos falsos são usados para “simular” uma legalidade de certa área. Isso comumente acontece com cooperativas já extintas e/ou com matrículas já anuladas a pedido do Ministério Público Federal à Justiça Federal.

Há, também, momentos em que cooperativas resistentes à repressão  apresentam apenas aos associados coordenadas elaboradas por celular e/ou via agrimensores não habilitados o que, na prática, “trata-se de uma legalidade inexistente por trás de simulações sem o aporte de projetos técnicos, pois o processo de licenciamento ambiental completo é complexo e rigoroso”.

Como se vê, assinalou o consultor, “os ilegais ou bandidos aparecem travestidos de especialistas em Direito Ambiental e/ou Penal nos recônditos da mineração (áreas de aluvião e sequeiro), especialmente para a atividade de dragagem, arrecadam milhões, para se utilizarem de requerimentos falsos para simular licença obtida junto na Agência Nacional de Mineração (ANM) para simular "legalidade" que, na prática, não possuem, pois o processo de licenciamento completo é complexo e rigoroso”.

TRISTE HISTÓRICO – Desde os bombardeios e incêndios autorizados em 2021-22 pelo Ex-Presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a permanência de dragas (+ escarifuças), comboios de combustíveis, embarcações irregulares além do tráfico de drogas, contrabando de armas e munições em garimpos ilegais ficou mais difícil a vida   nos garimpos (principalmente no Vale do Rio Madeira em Terras Indígenas).

 Em 2023-25, os bombardeios com a destruição de dragas e equipamentos ainda nos locais dos flagrantes de dragagem nos rios, lagos, igarapés e entorno dos garimpos ilegais continuam através de ações integradas das forças federais e na retaguarda, com as polícias Civil e Militar de todo o País.

Atualmente, apesar de uma cooperativa acredita na cidade de Humaitá voltada ao sistema de à dragagem supostamente sustentável anunciada para oito áreas de aluvião (barranco e praias fluviais ao longo do Vale do Rio Madeira, como determina a legislação), “seus mantenedores não apresentaram às autoridades o Estudo de Impacto  Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA”, informaram fontes credenciadas, em Brasília, São Paulo e Minas Gerais à Reportagem.

Já a recém-criada Cooperativa de Trabalhadores Minerários Familiares, com sede na cidade de Humaitá, no interior do Amazonas precisa criar uma “Comissão Temática para informar “aos cooperados que a elaboração do EIA-RIMA é importante e obrigatório para obterem o licenciamento das áreas de garimpos”, vez que que garimpeiros foram responsabilizados criminalmente no Amazonas e/ou em seus estados de origem por crimes ambientais, usurpação de bens da União e afins, garantiu advogado que atua na concorrência.

FONTE/CRÉDITOS: XICO NERY
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HENRIQUE FERRAZ

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