Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 08 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Brasil

Tragédia gera “cidades fantasma” e turismo gaúcho tenta sobreviver às chuvas

Hotéis, bares e restaurantes tentam preservar suas atividades enquanto chuvas no estado afastam turistas

TUDO AMAZÔNIA
Por TUDO AMAZÔNIA
Tragédia gera “cidades fantasma” e turismo gaúcho tenta sobreviver às chuvas
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O inverno gaúcho em Gramado, na região das Hortênsias do Rio Grande do Sul, pode não ser aquecido pelo fluxo de visitantes que costuma preencher a cidade nesta época do ano. As chuvas que atingem o estado esvaziaram este e outros polos turísticos gaúchos.

Proprietário de três restaurantes na cidade, Josiano Schmitt ilustra o esvaziamento da cidade ao comparar o cenário à pandemia de Covid-19. “Claro, a consequência é muito menor desta vez, preservamos as vidas, naquela época a dor era maior, mas a aflição com o vazio é muito parecida”.

A história de Schmitt e de Gramado é a história de uma série de empresários e cidades no estado. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 94% destes estabelecimentos registram queda no faturamento. Isso sem contar que metade está sem água, e um terço, sem luz.

Publicidade

Leia Também:

Logística é principal gargalo para turismo no RS / Foto: Prefeitura de Gramado / Divulgação

Por estar localizada na Serra Gaúcha, em área montanhosa, não houve registro de enchentes e alagamentos em Gramado. As principais consequências das precipitações acima da média na região foram deslizamentos de encostas, que deixaram mortos e desabrigados.

Assim, a maior dificuldade para a recuperação da atividade em Gramado — e em uma porção de cidades do estado — é a logística. Por semanas, em decorrência dos deslizamentos, estradas estiveram destruídas ou interditadas, mas no momento o principal gargalo é a operação do Aeroporto Salgado Filho.

Em normalidade, o terminal internacional de Porto Alegre opera cerca de 130 voos diários, sendo que metade tem como destino a Serra Gaúcha. A malha emergencial criada pelo governo para enfrentar as chuvas, se utilizando de outros aeródromos, viabiliza movimentar este mesmo volume de viagens em uma semana.

O Salgado Filho segue sem previsão de retorno, e isso é o que mais assusta o turismo neste momento, segundo Schmitt. “Hoje se uma pessoa quiser comprar uma viagem para vir ao Rio Grande do Sul em dezembro, no Natal, não consegue”, disse.

Além da logística, outra preocupação externada pelos setores de bares e restaurantes, por meio da Abrasel, e hoteleiro, com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), é a publicidade. Empresários temem que as imagens da catástrofe afastem os viajantes dos destinos gaúchos por período mais longo que o necessário.

Ajuda do governo

Os restaurantes do proprietário de Gramado atuam hoje em regime de revezamento. Um acordo dos empresários com o sindicato laboral da região permitiu a antecipação de férias, feriados e folgas e até a suspensão por 60 dias do contrato de trabalho.

Metade dos funcionários saem de férias por 15 dias e, quando retornam, os demais vão a recesso. Com a demanda suprimida, este foi o caminho encontrado para preservar os empregos nos restaurantes.

A flexibilização destas condições é a principal demanda do turismo e de outros setores da economia gaúcha para a manutenção dos empregos. Os empresários pedem uma nova “Lei do Bem”. Utilizada na pandemia, o mecanismo permitia acordos para reduzir jornadas e, proporcionalmente, salários, além de suspensão de contratos.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, desde o início da tragédia no estado, tem apadrinhado a demanda. O Executivo Federal, por outro lado, afirma que vai acelerar debates sobre manutenção de empregos na próxima semana, mas sinaliza ser avesso à medida.

Além disso, em reunião no último dia 22, Leite pediu ao ministro do Turismo, Celso Sabino, recursos na ordem de R$ 1 bilhão do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para socorrer a atividade no estado. Até o momento, foram previstos pelo governo federal R$ 200 milhões em ajuda.

FONTE/CRÉDITOS: Danilo Moliterno da CNN
TUDO AMAZÔNIA

Publicado por:

TUDO AMAZÔNIA

HENRIQUE FERRAZ

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Tudo Amazônia
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR