A seca voltou a causar preocupação no sul do Amazonas, principalmente no município de Manicoré, onde o nível do Rio Madeira está em queda acelerada.
A situação já impacta o transporte fluvial, principal meio de locomoção de moradores e de escoamento de mercadorias na região.
De acordo com a Marinha do Brasil, o rio marca atualmente 2,16 metros, número considerado crítico mesmo estando acima do registrado no ano passado, quando chegou a apenas 36 centímetros e interrompeu completamente a navegação.
Marinha emite alerta e reforça medidas de segurança
Diante da redução no nível das águas, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) emitiu uma portaria com recomendações técnicas para reforçar a segurança na navegação.
A medida busca evitar acidentes e preservar vidas, embarcações e o meio ambiente durante o período de estiagem.
As orientações incluem atenção redobrada de condutores de embarcações, limitação de carga e uso obrigatório de equipamentos de segurança, já que bancos de areia e pedras começam a aparecer no leito do rio, aumentando o risco de encalhes.
Produtores rurais sentem efeitos da seca
Enquanto as embarcações enfrentam dificuldades para navegar, o impacto da seca no Amazonas também se estende ao campo.
O Rio Madeira é considerado um dos principais corredores de transporte da Região Norte, ligando municípios e garantindo o abastecimento de comunidades ribeirinhas.
Com o avanço da estiagem, cresce a apreensão sobre a continuidade da navegação e o escoamento da produção agrícola e pesqueira.
Autoridades locais e entidades ligadas à navegação monitoram o cenário e não descartam novas restrições caso o nível do rio continue baixando nos próximos dias.

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