Na época quatro mil alunos da rede municipal de ensino de Porto Velho não tinham como frequentar as salas de aula por falta de transporte escolar, quer sejam ônibus ou lanchas que transportavam os filhos dos ribeirinhos.
Vários protestos foram realizados pela população, inclusive com a interdição do tráfego na BR 364. Na oportunidade o então prefeito Hildon Chaves e sua equipe deixou as crianças a ver navios, sem poderem frequentar as escolas.
O assunto virou manchetes dos jornais inclusive com projeção em vários sites de notícias a nível nacional. No Jornal Folha de São Paulo a manchete foi ‘’Mil crianças deixam de ir a escola por falta de ônibus em Porto Velho’’, no site Mobilize Brasil a manchete foi ‘’Pais de alunos protestam por falta de transporte escolar’’ e no G1 “Por falta de transporte fluvial alunos ribeirinhos deixam de ir a escola’’.
Contexto das Interrupções
· Crise de 2018–2019: Partes expressivas dos estudantes de locais distantes — como os distritos da Ponta do Abunã (Extrema, Vista Alegre, Nova Califórnia) e regiões ribeirinhas — ficaram sem ônibus e barcos escolares desde outubro de 2018 até abril de 2019 (cerca de 6 a 8 meses sem atendimento regular), gerando protestos e bloqueios na BR-364. [1, 2, 3]
Motivos apontados pela administração: A Prefeitura de Porto Velho atribuiu as paralisações a rompimentos e suspensões de contratos com empresas terceirizadas após investigações e operações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre fraudes em licitações do setor. [1, 2, 3]
Solução adotada: Para sanar de forma definitiva o problema crônico com as empresas prestadoras do serviço, a gestão municipal adquiriu em meados de 2020 uma frota própria com 146 ônibus zero quilômetro para atender os estudantes da área rural. [1, 2]

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