BRASÍLIA (DF) - Em toda a história política de Lábrea, cidade do interior do Amazonas ao menos 702 quilômetros da Capital Manaus por via fluvial, não são poucos os políticos em campanha eleitoral – ou fora dela – que não cumprem nem nunca cumpriram as promessas que fazem à população.
Com políticos “Pinóquios”, os mais ousados cidadãos puruenses (quem nasceu nas calhas do rio Purus) disseram que “já estamos acostumados com as falsas promessas que fazem e que nunca poderão cumprir caso eleitos, um dia”. Segundo o consultor de São Paulo, João Lemes Soares, como os demais que inundam as cidades do interior amazonense, “todos apresentam planos genéricos”.
ELEIÇÕES 2026 – Com a proximidade da 34ª Edição da Festa do SOL 2026, a cidade interiorana de Lábrea começa a inundar de políticos com ou sem mandatos. Considerada vitrine do Purus em se tratando de eventos concorridos o ano inteiro, Lábrea tem se destacado nos quesitos festivais folclóricos, Moto Fashion Week, Copa da Floresta, Aniversário da Cidade, Festa da Padroeira, Pesca Esportiva, Campeonato das Aldeias Indígenas (Semana do Índio), Festival Gastronômico e a Festa da Latinha.
São nesses contextos e rico cenário de atrações que deputados estaduais, deputados federais, senadores incluindo o governador de plantão aproveitam “para intensificar os futuros compromissos com suas bases ou mesmo oportunizarem a fragmentação das dos concorrentes aumentando, certamente, o valor das ofertas”, apontaram uma das velhas raposas políticas.
É nessas épocas festivas durante o ano inteiro é que, furtivamente, exércitos de cabos eleitoras se apresentariam aos pré e a candidatos eletivos a cada quatro anos. A maioria é de velhos eleitores que confessariam, falsamente, “poder e domínio de lideranças em cima de trabalhadores rurais, ribeirinhas, indígenas e moradores da cidade”.
Garimpeiros foram incluídos na lista dos "mais receberam promessas de regularização dos garimpos ilegais no Sul do Amazonas.Desde 2006
Porém, há aqueles eleitores resilientes que, na condição de bem informados, ostentariam conhecimento de causa e não se deixam manobrar “por cabos eleitorais endinheirados”. Também haveria uma parcela de eleitores que “analisa os cargos postos em disputa para se informar o que é de competência e habilidade de cada um em busca de um melhor conjunto para a sociedade regional”.
Após fragorosa derrota, foi assim desse jeito o triste final das eleições de 2024 para uns e outros. O continuismo do mesmo grupo foi contido.
- Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri tem demonstrado preferência pela repetição de candidatos com mandatos e menos de 3% de renovação numa lista gigantesca de políticos com maior poder de fogo, avaliam políticos regionais com assento em comunidades mais próximas das cidades-sedes.
Nesses municípios quem mais tem usado o verbo “prometer” são os candidatos cuja responsabilidade não é da competência deles. “E o pior é que usam, indevidamente, o nome de autoridades das três esferas de Poder”, um vício que nem os próprios pleiteadores dos cargos eletivos não conseguem extirpar dos discursos em palanques, em salão de eventos VIP recheados de cidadãos conduzidos por um ou mais cabos eleitorais, previamente, pagos.
Historicamente em Lábrea (chamada de Princesinha do Purus), nenhum dos candidatos que se mostrou ao eleitorado local, ainda condição de pré e agora, candidato registrado no TSE conseguiu inserir em seus planos de trabalho para os cargos pleiteados a igualdade de Direitos à comunidade lGBTQI+, a demarcação dos territórios indígenas, a ocupação dos cargos da saúde por representantes dos povos originais, construção de polos de saúde nas comunidades isoladas, ambulanchas, médicos às aldeias, recursos de emendas para garantir a infraestrutura das aldeias já quase totalmente destruídas, água 100% potável, energia e internet 24 horas, incluindo escolas de tempo integral ou implantação de programas de geração de emprego e renda efetivos nas cidades e municípios.
Entregar uma cesta básica com produto vencido pode configurar crime contra as relações de consumo, conforme o artigo 7º, inciso IX, da Lei Federal nº 8.137/90, que proíbe entregar ou fornecer mercadoria imprópria para o consumo. A pena prevista é de detenção de 2 a 5 anos, ou multa.
Produtos com prazo de validade vencido são considerados impróprios para o consumo por lei
Isso também acontecem em época de eleição. Cadê as autoridades sanitárias?
Conhecidos candidatos, já a partir do domingo (16), foram vistos como afoitos e irreconhecíveis diante da “telinha” sequer falaram sobre a questão indígena, o polêmico “Marco Temporal”, combate a corrupção, ao nepotismo, saúde, educação e assistência social de qualidade, incluindo políticas públicas de geração de emprego e renda aos que mais precisam do poder público em suas três esferas.
No Purus, mesorregião amazonense, são 38 territórios ainda com aldeias totalmente quase destruídas por falta de infraestrutura não proporcionada pelo Ministério dos Povos Indígenas do Governo Federal.
“Em Manaus e no restante do país, com a abertura oficial da campanha eleitoral foi um domingo de vaidades inconfessáveis nos bastidores, mas, escancaradas dos candidatos adentrando nos lares dos brasileiros sem permissão”, assinalou o consultor Lemes Soares.
Na opinião geral, no caso específico de Lábrea, a solução para os candidatos promesseiros “é os eleitores serem informados de que o que prometem não é da competência dos cargos pleiteados por eles”. A solução das demandas da população é de competência do Executivo. Geralmente, “políticos promesseiros sempre mudam os cenários e o comportamento, se eleitos”.

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