Nova Brasilândia do Oeste (RO) — Quando foi eleito no último pleito, o vereador Jotinha surgiu como uma promessa de renovação no cenário político local. Jovem, articulado e com o apoio de aliados estratégicos, chegou à presidência da Câmara de Vereadores com um discurso de mudança e protagonismo. No entanto, passados sete meses de mandato, o que era esperança vem se transformando em frustração.
Longe de concretizar avanços, Jotinha tem colecionado mais inimigos que conquistas. Até o momento, não há registro de nenhuma emenda parlamentar estadual direcionada ao município com sua intermediação — nem mesmo recursos mínimos, como a popular "cibalena", remédio símbolo de ações parlamentares modestas, chegaram à Nova Brasilândia por meio de sua atuação.
Nos bastidores da política local, as críticas são contundentes. Em rodas de conversa, é comum ouvir que o vereador carece de articulação política e, pior, de preparo para conduzir projetos relevantes que possam impactar positivamente o município. A avaliação geral é de que Jotinha ainda não demonstrou a capacidade necessária para contribuir de forma efetiva com o desenvolvimento da cidade que o elegeu.
Líderes comunitários e até colegas de legislativo, sob reserva, têm manifestado decepção com a condução da presidência da Câmara. Alguns afirmam que o vereador se afastou da base que o apoiou e perdeu a conexão com os reais interesses da população.
Com mais de um ano de mandato pela frente, Jotinha ainda tem tempo para reverter a imagem de ineficiência e retomar o protagonismo que o levou à presidência da Casa. Mas, se depender do atual cenário, o saldo até aqui é preocupante — e o futuro político da “promessa” começa a ser colocado em xeque.

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