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Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
Economia

Nestlé corta 16 mil empregos em reestruturação e mira economia de bilhões

Gigante dos alimentos pretende reduzir custos, simplificar operações e concentrar recursos em áreas consideradas estratégicas; maior parte dos cortes está prevista para funções administrativas.

TUDO AMAZÔNIA
Por TUDO AMAZÔNIA
Nestlé corta 16 mil empregos em reestruturação e mira economia de bilhões
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A Nestlé, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo, colocou em andamento uma ampla reestruturação global que prevê a eliminação de aproximadamente 16 mil postos de trabalho até o fim de 2027.

A medida faz parte de um plano para reduzir custos, tornar a companhia mais eficiente e reorganizar operações em diferentes países. O número representa cerca de 5,8% da força de trabalho global da empresa.

O anúncio foi feito pelo CEO Philipp Navratil em meio a um período de pressão sobre os resultados da multinacional e de mudanças na estratégia da companhia.

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Onde estão os cortes?

A maior parte da redução planejada está concentrada nas áreas administrativas.

Dos 16 mil postos previstos, cerca de 12 mil são funções administrativas, enquanto outros 4 mil empregos estão relacionados a mudanças que já estavam em andamento nas áreas de fabricação e cadeia de suprimentos.

A estratégia é reduzir estruturas consideradas excessivamente complexas e acelerar processos internos.

 

Por que a Nestlé está fazendo isso?

A decisão acontece em um cenário de crescimento mais fraco.

Nos primeiros nove meses de 2025, a Nestlé registrou queda de 1,9% nas vendas, que somaram 65,9 bilhões de francos suíços no período.

Diante desse cenário, a companhia decidiu acelerar um programa de redução de custos e aumentar a eficiência operacional.

A nova meta é economizar aproximadamente 3 bilhões de francos suíços até o fim de 2027, valor superior à previsão anterior de 2,5 bilhões de francos.

Em conversão aproximada, a economia equivale a mais de R$ 20 bilhões, dependendo da cotação do franco suíço.

A Nestlé está fechando fábricas?

A reestruturação não se limita aos escritórios.

A empresa também vem revisando sua estrutura industrial em diferentes países. Na Europa, unidades de produção passaram por mudanças dentro do processo de reorganização.

Uma fábrica na Alemanha encerrou a produção, enquanto uma unidade de chocolates na Hungria está prevista para deixar de operar sob a Nestlé em dezembro de 2026.

Isso não significa, porém, que marcas específicas deixarão de existir globalmente.

No caso do KitKat, por exemplo, mudanças em determinadas fábricas não representam o fim da produção do chocolate em todo o mundo.

Funcionária em uma unidade da Nestlé durante a produção. A multinacional anunciou uma reestruturação global que prevê o corte de cerca de 16 mil empregos até 2027.

 

E o Brasil?

O Brasil é um dos mercados importantes para a Nestlé e também está dentro da estratégia global de transformação da companhia.

Ao mesmo tempo em que a multinacional promove cortes de empregos em escala mundial, a empresa mantém um plano de investimentos no país.

A Nestlé prevê R$ 7 bilhões em investimentos no Brasil entre 2025 e 2028, direcionados principalmente à expansão e modernização de operações.

Entre as áreas contempladas estão cafés, chocolates, confeitaria e alimentos para animais de estimação.

Ou seja: a reestruturação não significa simplesmente abandonar o mercado brasileiro.

A estratégia combina redução de custos e postos de trabalho em determinadas estruturas com investimentos em áreas consideradas prioritárias.

 

A empresa está mudando o foco

Outra frente da transformação da Nestlé é a revisão do próprio portfólio.

Em 2026, a companhia anunciou planos para deixar o negócio de sorvetes e concentrar seus esforços em categorias consideradas mais estratégicas, como café, alimentos, nutrição e produtos para animais de estimação.

A lógica é concentrar dinheiro, pessoas e capacidade de produção nas marcas e segmentos com maior potencial de crescimento.

Essa estratégia ajuda a explicar por que a empresa está simultaneamente cortando empregos, revisando fábricas e investindo em determinadas áreas.

 

O que acontece agora?

O plano de redução de aproximadamente 16 mil postos deverá ser executado de forma gradual ao longo dos próximos anos.

A companhia pretende usar a economia obtida para simplificar sua estrutura, melhorar a eficiência e fortalecer áreas consideradas estratégicas.

Para os trabalhadores, entretanto, a reestruturação representa uma mudança significativa no quadro global da multinacional.

Para investidores, o objetivo é diferente: reduzir despesas e recuperar eficiência para melhorar a rentabilidade da empresa.

A questão agora é saber se a estratégia será suficiente para acelerar novamente o crescimento da Nestlé em um mercado cada vez mais competitivo.

 

ENTENDA O CONTEXTO

A Nestlé atravessa um período de transformação que envolve mudanças na liderança, revisão de negócios, fechamento ou reorganização de unidades e redução de custos.

O corte de 16 mil empregos é uma das maiores medidas do atual processo.

Ao mesmo tempo, a empresa continua investindo em mercados considerados estratégicos, incluindo o Brasil.

Na prática, a Nestlé está tentando fazer uma coisa bastante específica: ficar menor em algumas áreas para conseguir investir mais em outras.

FONTE/CRÉDITOS: Redação NC News

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